sábado, 18 de dezembro de 2010

COMO O COMPUTADOR CONTRIBUI PARA A TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA, DA APRENDIZAGEM E DA PRÁTICA PEDAGÓGICA


COMO O COMPUTADOR CONTRIBUI PARA A TRANSFORMAÇÃO DA ESCOLA, DA APRENDIZAGEM E DA PRÁTICA PEDAGÓGICA?


O computador é um instrumento importante para a transformação do ambiente escolar. Ele facilita o ensino aprendizagem e contribui enormemente para o conhecimento. Lembro~me que no antigo segundo grau eu tinha que ir a biblioteca pública para fazer pesquisa visto que eram poucos os lugares onde se fazia pesquisa. A internet foi uma grande revolução no conhecimento. Ela trouxe o mundo até nós. Para fazer uma boa pesquisa não é mais necessário sair de casa. Aliás é necessário a atenção dos professores com relação a algumas posturas dos alunos no que concerne o trabalho de pesquisa. Há alunos que usam a técnica de copiar e colar e acabam não lendo o assunto pesquisado e não tendo trabalho nenhum com a pesquisa,
Eu vejo que a geração de hoje conhecida como geração y tem um dominio maior do computador, porém não sabe usá-lo de forma eficiente, Certo dia eu entrei em uma lan house para fazer uma pesquisa e percebi que a maioria da clientela era de adolescentes. A maioria deles utilizavam o computador para jogos ou para conversar no orkut, Poucos realmente estavam fazendo alguma pesquisa. Isso para mim isso reflete a atitude da grande maioria de adolescentes em relação ao uso do computador.

O papel do professor é importante na construção do conhecimento e no direcionamento das ferramentas de pesquisa da internet.

UNIDADE 4 - DEBATE NA REDE; BATE PAPO.LISTA.,FÓRUM DE DISCUSSÃO E NETIQUETA


Unidade 4 – debate na rede: bate papo, lista, fórum de discussão e netiqueta


Pessoa com Deficiência: Visibilidade e Invisibilidade

Se existe uma categoria de pessoas que vem gradativamente ocupando o seu espaço, o respeito e a valorização são as pessoas com deficiência. A realidade é que ainda pesa um preconceito muito grande sobre as pessoas com deficiências, Frases como:”Apesar de deficiente, ele é um ótimo aluno”, como se a pessoa com deficiência não pudesse ser um ótimo aluno, ou “ela é cega mas mora sozinha” como se todo cego não fosse capaz de morar sozinho demonstram esse preconceito. Há outras situações em que determinadas frases carregam um estigma como:”Esta família carrega a cruz de ter um filho deficiente” ou seja “filho deficiente é um peso morto para a família “, Uma outra constatação é que há muitos lugares que não foram projetados para receber as pessoas com deficiência. Existe a necessidade de se repensar essa realidade para que exista acessibilidade para as pessoas com deficiências,

Eu acredito que um meio eficaz para ajudar a solucionar esse problema é a conscientização. Há diversas maneiras de se fazer uma conscientização: Filmes,palestras,testemunhos etc. Não se pode deixar de lado o uso do computador e suas ferramentas. Entre elas citamos: O fórum de discussão,a lista de discussão e o Bate-papo(Chat).

No fórum de discussão poderia se debater sobre o tema inclusão social e acessibilidade. Para ajudar nas discussões poderia se considerar as seguintes questões: você considera de fato as pessoas com deficiência uma categoria excluida socialmente? Na sua opinião as pessoas com deficiências
vivem um ciclo de invisibilidade porque nem sempre são vistas pela sociedade e por isso deixam de ser reconhecidas como parte dela? Essa invisibilidade dificulta a garantia de seus direitos e serviços?

A lista de discussão poderia ser usada como um recurso para troca de e-mails entre pessoas
que desejassem aprofundar assuntos relacionados aos direitos e os tipos de deficiências existentes.

O Bate-papo(Chat) seria importante para conversar com entidades que trabalham com pessoas com deficiência para se ter uma noção exata dessa realidade. Essa discussão seria uma vez por semana das 19:00 as 21:00 horas. Cada semana poderia se discutir um tipo de deficiência. O objetivo dessas discussões é conhecer melhor a situação das pessoas com deficiência.

O uso desses instrumentos seria importante para divulgar a realidade das pessoas com deficiência e retirá-los desse ciclo de invisibilidade e torná-los incluidos em nossa sociedade.










CAPITULO 2 - ATIVIDADE Á DISTÃNCIA 1 -EDUCAÇÃO INOVADORA


Cap. 2 – Atividade à distância 1- Na opção “Educação Inovadora”, escolha um texto para você ler. Depois da leitura, produza um texto hipertextual sobre o que você leu, complementando o texto que já havia elaborado e digitado na unidade de estudo e pratica 1.

Texto escolhido: A integração das tecnologias na educação de José Manuel Moran


No texto advento das novas tecnologias da unidade de estudos e pratica 1 há um reconhecimento explicito da importância das novas tecnologias para a melhoria da qualidade de vida,ensino e aprendizagem e há uma preocupação subjacente com a utilização de forma inadequada desses novos instrumentos tecnológicos. Já o texto de José Manuel Moran direciona a discussão para o ambiente educativo. É constatação de Moran que “as novas tecnologias começam a afetar profundamente a educação”. Segundo Moran as salas de aulas estão deixando de ser o lugar oficial do aprendizado. Porém existe uma resistência muito grande ás mudanças por parte da instituição escolar. No meu entendimento vive-se um momento de mudanças de paradigmas e toda e qualquer mudança causa um certo medo, principalmente se essa instituição por muito centralizou o conhecimento.

Uma outra constatação feita por Moran é que os alunos estão preparados para a multimidia, os professores em geral,não. Concordo plenamente com Moran. Há ainda muita resistência da nossa parte. Há professores que ainda não decidiram entrar no mundo digital. Eu pessoalmente tinha muita resistência ao uso dessas novas tecnologias. Somente que chegou um momento que eu percebi que não podia mais fugir dessa novidade. Sinto que já dei os primeiros passos,porém vejo que preciso me lançar muito mais no conhecimento e utilização dessas novas tecnologias. Já os alunos usam essas novas tecnologias com mais frequência e às vêzes sem limites. É importante dar limites e direcionar essa curiosidade.

''De acordo com Moran os avanços na educação à distância estão revolucionando a forma de ensinar e aprender. Lugares onde era muito difícil ter acesso à educação com qualidade agora estão podendo compartilhar do conhecimento. Lembro-me que em alguns lugares do interior do Amazonas só era possível estudar até a quarta série.

Segundo Moran o ensino presencial através da internet desenraiza o conceito de ensino aprendizagem localizado(escola) e temporalizado( podemos aprender um mesmo assunto ao mesmo tempo juntos e separados). É inegável que isso é um grande avanço na educação. Eu acredito que essa tendência vai aumentar cada vez mais. Espero que a escola não perca totalmente o seu espaço. No meu entendimento o ensino aprendizagem tem o seu lugar dentro dessa nova estrutura.



Por que as mudanças são tão lentas na educação? José Manuel Moran Especialista em mudanças na educação presencial e a distância Por que numa época de grandes mudanças sociais, elas acontecem de forma tão lenta na educação? Por que profissionais inteligentes se acomodam em rotinas, em modelos repetitivos, que muitas vezes causam pouca realização pessoal, profissional e econômica? Sem dúvida a educação depende de melhores condições de formação, remuneração e valorização profissional. Mas quando observamos instituições educacionais públicas e privadas de renome e que possuem relativamente boas condições de trabalho, ainda assim os resultados são muito inferiores ao desejável. Por que profissionais educacionais bem preparados demoram para executar mudanças pedagógicas e gerenciais necessárias?  Mudanças dependem de uma boa gestão institucional com diretrizes claras e poder de implementação, tendo os melhores profissionais, bem remunerados e formados (realidade ainda muito distante). Mas um dos caminhos que pode esclarecer algumas dificuldades da mudança pessoal é que as pessoas têm atitudes diferentes diante do mundo, da profissão, da vida. Em todos os campos encontramos profissionais com maior ou menor iniciativa, mais ou menos motivados, mais convencionais ou proativos. Nas instituições educacionais – organizações cada vez mais complexas - convivem gestores e professores com perfis pessoais e profissionais bem diferentes. Numa primeira análise, constatamos que existem, basicamente, dois perfis profissionais (com diferentes variáveis e justificativas): os automotivados e os que precisam de motivações mais externas.  Os automotivados são mais ativos, procuram saídas, não se detêm diante dos obstáculos que aparecem e por isso costumam realizar mais avanços a longo prazo. Os motivados externos são mais dependentes, precisam ser mais monitorados, orientados, dirigidos. Sem essa motivação externa perdem o ímpeto, quando aparecem dificuldades, ou quando o controle diminui. Os automotivados pesquisam e, com poucos recursos ou condições, constroem novos projetos. Os dependentes, nas mesmas ou melhores condições, preferem executar tarefas, obedecer ordens, realizar o que outros determinam. Os dependentes querem receitas, os automotivados procuram soluções. Por que uns são mais motivados do que outros? Uma das explicações, na minha opinião, é que os motivados procuram ou encontram um sentido mais profundo no que fazem na vida do que os dependentes, que encaram a educação mais como profissão e sobrevivência econômica, sem outros ideais que os orientem. Nas mesmas instituições educacionais e nas mesmas condições, gestores, professores, funcionários mostram posturas e perfis diferentes. Encontramos basicamente quatro tipos de profissionais:   1. Profissionais previsíveis São gestores e professores que aprendem modelos e tendem a repeti-los permanentemente.  Gostam da segurança, do conforto da repetição. Dependem de motivações externas. Fazem pequenas alterações quando pressionados tradicionalmente se restabelecem. Encontramos profissionais previsíveis, que realizam um trabalho exemplar, sério, dedicado. E encontramos também previsíveis pouco competentes, pouco preparados, que copiam modelos, receitas sem muita criatividade.  2. Profissionais proativos, automotivados São gestores e professores que buscam sempre soluções, alternativas, novas técnicas, metodologias. Procuram, em condições menos favoráveis, fazer mudanças (se motivam para continuar aprendendo). Diante de novas propostas ou idéias, fazem pesquisa, e procuram implementá-las e avaliá-las. Temos duas categorias de proativos: Uns são dinâmicos, ágeis e implementam soluções previsíveis, conhecidas, aprendidas em palestras ou cursos de formação. Outros são proativos inovadores: Trazem propostas diferenciadas, ainda não tentadas antes. Ambos são importantes para fazer avançar a educação, mas é dos inovadores neste momento que precisamos mais. 3. Profissionais acomodados São professores e gestores que procuram a educação porque – na visão deles - é uma profissão pouco exigente e muito segura. Não se ganha muito, mas permite ser levada como “um bico”, sem muito compromisso. São profissionais burocráticos, que fazem o mínimo para se manter; questionam os motivados, os jovens idealistas; culpam o governo, a estrutura, os alunos pelos problemas. Muitas vezes ocupam cargos importantes e os utilizam em proveito próprio ou de grupos específicos, que os apóiam ou elegem. São um peso desagregador e imobilizador nas escolas, que torna muito mais difícil realizar mudanças.   4. Profissionais com dificuldades maiores  Alguns tem dificuldades momentâneas ou conjunturais. Passam por uma crise pessoal ou familiar, ou alguma doença que dificulta o seu desempenho profissional. Com o tempo se recuperam e retomam o ritmo anterior. Mas também há profissionais que possuem dificuldades mais profundas. Pode ser de relacionamento - são difíceis, complicados, não sabem trabalhar em grupo – de esquizofrenia, de autocentramento – se acham os donos do mundo – e tantas outras. São pessoas difíceis, que complicam muito o andamento institucional, a relação pedagógica e a gestão escolar. Nas instituições convivem estes quatro tipos de profissionais, que contribuem de forma diferente para os avanços necessários na educação- Os previsíveis, mesmo vendo os problemas, preferem continuar com sua rotina confortável e só mudam com uma pressão continuada externa.- Os proativos estão prontos para fazer mudanças, mesmo antes de serem solicitadas institucionalmente e procuram implementá-las em pequena escala, quando não há ainda uma política institucional que favoreça as mudanças.- Os acomodados são os que mais criticam o estado das coisas, os que culpam os demais pelos problemas – governo, direção, alunos mal preparados, condições de trabalho, salários baixos – e utilizam esses questionamentos que fazem sentido para justificar sua não ação, sua pouca preocupação com as mudanças efetivas. Criticam muito, realizam pouco e atrapalham os proativos, muitas vezes com críticas corrosivas e pessimistas (“já vimos esse filme antes e não deu em nada”, “isso é fogo de palha, idealismo de jovens...”)- Os que têm dificuldades maiores são também um peso na mudança, porque ou estão em um período complicado e pouco podem contribuir ou possuem personalidades difíceis, ariscas,  autoritárias, que tornam complexa a convivência, quanto mais a mudança.   A gestão das mudanças  É importante ressaltar que a atitude fundamental de maior ou menor proatividade pessoal não é inata, pode ser aprendida e modificada por cada um. As atitudes não são definitivas. Uns migram de uma atitude mais passiva para outra mais dinâmica, quando acham sentido novo no que fazem. Outros podem cansar-se de ser pró-ativos incompreendidos e se acomodam no convencional. A mudança pode ser induzida, provocada, preparada. Quando há uma insistência institucional maior, quando os gestores mantêm por muito tempo a atenção focada na mudança ela acontece mais facilmente. Quando surge num ímpeto temporário, sem o acompanhamento permanente, costuma provocar uma acomodação dos que não estão motivados. Preferem voltar ao conforto do habitual. Em organizações fragmentadas em grupos, nichos, onde não há diretrizes e modelos de gestão convergentes, as mudanças são muito mais difíceis, porque dependem do voluntarismo pessoal e grupal e não da gestão profissional convergente. Para a mudança da mentalidade acomodada de muitos gestores e educadores, o mais importante é criar condições de trabalho, econômicas e de formação para que os melhores alunos encontrem motivos para serem professores e ter um processo de seleção que realmente escolha os melhores candidatos. Vale a pena que, além de profissionalizar a gestão institucional, mostrar na gestão pessoal que sendo pró-ativos conseguimos maior realização e ganhos profissionais em reconhecimento e econômicos. Os proativos são mais requisitados, porque trazem mais benefícios para a instituição, se souberem também trabalhar em equipe. Muitos pensam que fazendo o previsível, já é suficiente e é o melhor na relação custo-benefício. Há pouco incentivo para mostrar que a mudança, que a atitude positiva, proativa traz uma realização muito maior, principalmente a longo prazo. É importante fazer uma divulgação maior dos empreendedores, dos inovadores, dos proativos, dos que trazem contribuições significativas para a instituição, para os alunos e também para si mesmos.  Propostas de mudança num período de transição Na educação costumamos apresentar propostas pedagógicas fechadas ou iguais para todos. Diante da diversidade de posturas profissionais e motivações diferentes dos profissionais, penso que seria interessante apresentar propostas pedagógicas com alguma flexibilidade:- para os mais previsíveis e motivados externamente, funciona mais criar conteúdos,roteiros detalhados de aprendizagem, atividades, avaliação (passo a passo). Precisam de materiais, livros, orientações específicas. - para os automotivados e proativos é mais importante mostrar possíveis caminhos, roteiros de aprendizagem diferenciados. O importante não é o conteúdo pronto, mas as dinâmicas, as atividades, as possibilidades de pesquisa, a criação de condições de aprendizagem (motivar, orientar...), a relação teoria-prática, os projetos. Na educação precisamos da flexibilidade criativa dos pró-ativos e da previsibilidade também, porque a maioria prefere o que é o previsível ao inovador. Os automotivados e pró-ativos gostam de menos detalhamento. Inventam mais os próprios caminhos, desenvolvem seus projetos. Como temos atualmente mais profissionais motivados externamente do que proativos precisamos de estratégias diferenciadas para poder conseguir fazer mudanças mais significativas e profundas. As Secretarias de Educação podem preparar materiais detalhados de como ensinar cada conteúdo específico para a maioria dos docentes, porque eles se sentem mais confortáveis e seguros com eles. Esses professores não exploram muito por conta própria os roteiros de aprendizagem. Daí o sucesso das empresas que fornecem pacotes com livros e materiais multimídia prontos, iguais para todos. Ao mesmo tempo precisam sinalizar, apoiar e incentivar mudanças profundas na organização pesada atual, apoiando inovações no currículo, nas metodologias, na organização de ensino e aprendizagem, na inserção de tecnologias em rede, na formação continuada, apoiando gestores, professores e escolas que apresentem projetos pedagógicos viáveis neste período de transição para outros diferentes em construção, e que serão realizados certamente pelos mais automotivados inovadores. As mudanças na educação são lentas e difíceis, mas precisam ser aceleradas porque o que temos feito até agora é estruturalmente insuficiente para acompanhar o ritmo alucinante experimentado pela sociedade como um todo. Texto extraído do site Http://www.eca,usp.br/prof/moran/lentas.htm Minha Opinião Toda mudança rápida ou é um grande milagre ou é uma grande mentira. Toda mudança verdadeira,real,concreta é aos poucos. Penso que no campo da educação não é diferente. Também acredito que as mudanças não começam somente de baixo para cima, mas também de cima para baixo. Aqui em Manaus eu percebo que não há uma preocupação real com a aprendizagem. A impressão que se tem é que se quer passar alunos de uma etapa para outra de qualquer jeito.Essa facilidade está criando uma mentalidade de descaso e de falta de comprometimento dos alunos. A consequência disso é que estamos formando um grande número de alunos que não sabem ler nem escrever corretamente.. Mudar essa situação não depende somente dos professores mas também das secretarias de educação.


Por que as mudanças são tão lentas na educação?
Especialista em mudanças na educação presencial e a distância



Por que numa época de grandes mudanças sociais, elas acontecem de forma tão lenta na educação? Por que profissionais inteligentes se acomodam em rotinas, em modelos repetitivos, que muitas vezes causam pouca realização pessoal, profissional e econômica? Sem dúvida a educação depende de melhores condições de formação, remuneração e valorização profissional. Mas quando observamos instituições educacionais públicas e privadas de renome e que possuem relativamente boas condições de trabalho, ainda assim os resultados são muito inferiores ao desejável. Por que profissionais educacionais bem preparados demoram para executar mudanças pedagógicas e gerenciais necessárias? 
Mudanças dependem de uma boa gestão institucional com diretrizes claras e poder de implementação, tendo os melhores profissionais, bem remunerados e formados (realidade ainda muito distante). Mas um dos caminhos que pode esclarecer algumas dificuldades da mudança pessoal é que as pessoas têm atitudes diferentes diante do mundo, da profissão, da vida. Em todos os campos encontramos profissionais com maior ou menor iniciativa, mais ou menos motivados, mais convencionais ou proativos. Nas instituições educacionais – organizações cada vez mais complexas - convivem gestores e professores com perfis pessoais e profissionais bem diferentes.
Numa primeira análise, constatamos que existem, basicamente, dois perfis profissionais (com diferentes variáveis e justificativas): os automotivados e os que precisam de motivações mais externas.  Os automotivados são mais ativos, procuram saídas, não se detêm diante dos obstáculos que aparecem e por isso costumam realizar mais avanços a longo prazo. Os motivados externos são mais dependentes, precisam ser mais monitorados, orientados, dirigidos. Sem essa motivação externa perdem o ímpeto, quando aparecem dificuldades, ou quando o controle diminui. Os automotivados pesquisam e, com poucos recursos ou condições, constroem novos projetos. Os dependentes, nas mesmas ou melhores condições, preferem executar tarefas, obedecer ordens, realizar o que outros determinam. Os dependentes querem receitas, os automotivados procuram soluções. Por que uns são mais motivados do que outros? Uma das explicações, na minha opinião, é que os motivados procuram ou encontram um sentido mais profundo no que fazem na vida do que os dependentes, que encaram a educação mais como profissão e sobrevivência econômica, sem outros ideais que os orientem.
Nas mesmas instituições educacionais e nas mesmas condições, gestores, professores, funcionários mostram posturas e perfis diferentes. Encontramos basicamente quatro tipos de profissionais:

1. Profissionais previsíveis
São gestores e professores que aprendem modelos e tendem a repeti-los permanentemente.  Gostam da segurança, do conforto da repetição. Dependem de motivações externas. Fazem pequenas alterações quando pressionados tradicionalmente se restabelecem. Encontramos profissionais previsíveis, que realizam um trabalho exemplar, sério, dedicado. E encontramos também previsíveis pouco competentes, pouco preparados, que copiam modelos, receitas sem muita criatividade. 
2. Profissionais proativos, automotivados
São gestores e professores que buscam sempre soluções, alternativas, novas técnicas, metodologias. Procuram, em condições menos favoráveis, fazer mudanças (se motivam para continuar aprendendo). Diante de novas propostas ou idéias, fazem pesquisa, e procuram implementá-las e avaliá-las.
Temos duas categorias de proativos: Uns são dinâmicos, ágeis e implementam soluções previsíveis, conhecidas, aprendidas em palestras ou cursos de formação. Outros são proativos inovadores: Trazem propostas diferenciadas, ainda não tentadas antes. Ambos são importantes para fazer avançar a educação, mas é dos inovadores neste momento que precisamos mais.
3. Profissionais acomodados
São professores e gestores que procuram a educação porque – na visão deles - é uma profissão pouco exigente e muito segura. Não se ganha muito, mas permite ser levada como “um bico”, sem muito compromisso. São profissionais burocráticos, que fazem o mínimo para se manter; questionam os motivados, os jovens idealistas; culpam o governo, a estrutura, os alunos pelos problemas. Muitas vezes ocupam cargos importantes e os utilizam em proveito próprio ou de grupos específicos, que os apóiam ou elegem. São um peso desagregador e imobilizador nas escolas, que torna muito mais difícil realizar mudanças.

4. Profissionais com dificuldades maiores
 Alguns tem dificuldades momentâneas ou conjunturais. Passam por uma crise pessoal ou familiar, ou alguma doença que dificulta o seu desempenho profissional. Com o tempo se recuperam e retomam o ritmo anterior. Mas também há profissionais que possuem dificuldades mais profundas. Pode ser de relacionamento - são difíceis, complicados, não sabem trabalhar em grupo – de esquizofrenia, de autocentramento – se acham os donos do mundo – e tantas outras. São pessoas difíceis, que complicam muito o andamento institucional, a relação pedagógica e a gestão escolar.
Nas instituições convivem estes quatro tipos de profissionais, que contribuem de forma diferente para os avanços necessários na educação- Os previsíveis, mesmo vendo os problemas, preferem continuar com sua rotina confortável e só mudam com uma pressão continuada externa.- Os proativos estão prontos para fazer mudanças, mesmo antes de serem solicitadas institucionalmente e procuram implementá-las em pequena escala, quando não há ainda uma política institucional que favoreça as mudanças.- Os acomodados são os que mais criticam o estado das coisas, os que culpam os demais pelos problemas – governo, direção, alunos mal preparados, condições de trabalho, salários baixos – e utilizam esses questionamentos que fazem sentido para justificar sua não ação, sua pouca preocupação com as mudanças efetivas. Criticam muito, realizam pouco e atrapalham os proativos, muitas vezes com críticas corrosivas e pessimistas (“já vimos esse filme antes e não deu em nada”, “isso é fogo de palha, idealismo de jovens...”)- Os que têm dificuldades maiores são também um peso na mudança, porque ou estão em um período complicado e pouco podem contribuir ou possuem personalidades difíceis, ariscas,  autoritárias, que tornam complexa a convivência, quanto mais a mudança.









A gestão das mudanças

 É importante ressaltar que a atitude fundamental de maior ou menor proatividade pessoal não é inata, pode ser aprendida e modificada por cada um. As atitudes não são definitivas. Uns migram de uma atitude mais passiva para outra mais dinâmica, quando acham sentido novo no que fazem. Outros podem cansar-se de ser pró-ativos incompreendidos e se acomodam no convencional.

A mudança pode ser induzida, provocada, preparada. Quando há uma insistência institucional maior, quando os gestores mantêm por muito tempo a atenção focada na mudança ela acontece mais facilmente. Quando surge num ímpeto temporário, sem o acompanhamento permanente, costuma provocar uma acomodação dos que não estão motivados. Preferem voltar ao conforto do habitual. Em organizações fragmentadas em grupos, nichos, onde não há diretrizes e modelos de gestão convergentes, as mudanças são muito mais difíceis, porque dependem do voluntarismo pessoal e grupal e não da gestão profissional convergente.

Para a mudança da mentalidade acomodada de muitos gestores e educadores, o mais importante é criar condições de trabalho, econômicas e de formação para que os melhores alunos encontrem motivos para serem professores e ter um processo de seleção que realmente escolha os melhores candidatos.

Vale a pena que, além de profissionalizar a gestão institucional, mostrar na gestão pessoal que sendo pró-ativos conseguimos maior realização e ganhos profissionais em reconhecimento e econômicos. Os proativos são mais requisitados, porque trazem mais benefícios para a instituição, se souberem também trabalhar em equipe. Muitos pensam que fazendo o previsível, já é suficiente e é o melhor na relação custo-benefício. Há pouco incentivo para mostrar que a mudança, que a atitude positiva, proativa traz uma realização muito maior, principalmente a longo prazo. É importante fazer uma divulgação maior dos empreendedores, dos inovadores, dos proativos, dos que trazem contribuições significativas para a instituição, para os alunos e também para si mesmos. 
Propostas de mudança num período de transição
Na educação costumamos apresentar propostas pedagógicas fechadas ou iguais para todos. Diante da diversidade de posturas profissionais e motivações diferentes dos profissionais, penso que seria interessante apresentar propostas pedagógicas com alguma flexibilidade:- para os mais previsíveis e motivados externamente, funciona mais criar conteúdos,roteiros detalhados de aprendizagem, atividades, avaliação (passo a passo). Precisam de materiais, livros, orientações específicas.
- para os automotivados e proativos é mais importante mostrar possíveis caminhos, roteiros de aprendizagem diferenciados. O importante não é o conteúdo pronto, mas as dinâmicas, as atividades, as possibilidades de pesquisa, a criação de condições de aprendizagem (motivar, orientar...), a relação teoria-prática, os projetos.
Na educação precisamos da flexibilidade criativa dos pró-ativos e da previsibilidade também, porque a maioria prefere o que é o previsível ao inovador. Os automotivados e pró-ativos gostam de menos detalhamento. Inventam mais os próprios caminhos, desenvolvem seus projetos. Como temos atualmente mais profissionais motivados externamente do que proativos precisamos de estratégias diferenciadas para poder conseguir fazer mudanças mais significativas e profundas.
As Secretarias de Educação podem preparar materiais detalhados de como ensinar cada conteúdo específico para a maioria dos docentes, porque eles se sentem mais confortáveis e seguros com eles. Esses professores não exploram muito por conta própria os roteiros de aprendizagem. Daí o sucesso das empresas que fornecem pacotes com livros e materiais multimídia prontos, iguais para todos. Ao mesmo tempo precisam sinalizar, apoiar e incentivar mudanças profundas na organização pesada atual, apoiando inovações no currículo, nas metodologias, na organização de ensino e aprendizagem, na inserção de tecnologias em rede, na formação continuada, apoiando gestores, professores e escolas que apresentem projetos pedagógicos viáveis neste período de transição para outros diferentes em construção, e que serão realizados certamente pelos mais automotivados inovadores. As mudanças na educação são lentas e difíceis, mas precisam ser aceleradas porque o que temos feito até agora é estruturalmente insuficiente para acompanhar o ritmo alucinante experimentado pela sociedade como um todo.


Texto extraído do site Http://www.eca,usp.br/prof/moran/lentas.htm


Minha Opinião
Toda mudança rápida ou é um grande milagre ou é uma grande mentira. Toda mudança verdadeira,real,concreta é aos poucos. Penso que no campo da educação não é diferente. Também acredito que as mudanças não começam somente de baixo para cima, mas também de cima para baixo. Aqui em Manaus eu percebo que não há uma preocupação real com a aprendizagem. A impressão que se tem é que se quer passar alunos de uma etapa para outra de qualquer jeito.Essa facilidade está criando uma mentalidade de descaso e de falta de comprometimento dos alunos. A consequência disso é que estamos formando um grande número de alunos que não sabem ler nem escrever corretamente.. Mudar essa situação não depende somente dos professores mas também das secretarias de educação.


TECNOLOGIAS NA ESCOLA


ATIVIDADE A DISTÂNCIA 3 – TECNOLOGIAS NA ESCOLA

A partir das discussões do fórum sobre tecnologia na escola eu tirei as seguintes conclusões:


    1. Os recursos tecnológicos tornaram-se de fato elementos indispensáveis no mundo globalizado. Não há como negar a importância das novas tecnologias no mundo de hoje. Todos nós que participamos deste fórum reconhecemos essa importância.
    2. Também é verdadeira a afirmação que essas novas tecnologias já estão inseridas na escola, porém de forma muito insignificante.
    3. É constatação que os alunos já dominam com uma certa facilidade esses novos instrumentos tecnológicos, enquanto nós professores precisamos nos atualizar. Vai ser muito difícil acompanhar os alunos nessa era da internet, É necessário que sejamos capazes de dialogar com o mundo digital.

    1. O nosso papel de educadores se visibiliza não só pelo diálogo com as novas tecnologias, mas também pelo acompanhamento, mediação e pela necessidade de dar limites a esses alunos.

    1. É importante possibilitar que o aluno possa aprender o que serve e o que não serve no contexto virtual.
    2. Uma outra constatação feita pelos colegas é que o uso inadequado das novas tecnologias empobrece a linguagem dos alunos.